segunda-feira, agosto 03, 2009

francisco anísio e seu distúrbio faustaneano

Francisco Anísio é aquela promessa ou aposta que sempre temeu dar errado. E deu?
Com seus olhos espatifados com oríficios pouco delineados ele buscou a única verdade que sentiu, o plágio.
E o que sentem os habitantes desse super-gueto trancafiado por marginais malfadadas e bem dotadas de litígio?
Boate amazônica, Boate Amazônica.
Uma rima, grafite, arte, esporte e sua busca pela liberdade visual da falada amazônica legal. De sua essência incessantemente separatista basca ira ativa.
Cisco, como era conhecido, perdeu seu emprego de plagiador oficial dos livros do ex-vice presidente nacional, Marco Maciel. O seu caminho como mero escritor não-bastardo o transformou em imagens de mundos que só existem.
Cisco gritava:
-Todos oríficios devem ser cortados, sexo nunca mais, devemos nos livrar do biológico, corpo sem orgãos, já. Vote em mim ou nele, mas que seja já. Já foi!
Cisco desempregado voltou para sua casa cibernética e tapeou todos os dias com seu vício secreto de caminhante desenhista. E por lá desenhou durante 6 meses o seu maior caminho.
Rodou, rodou e rodou pelo lado externo da casa plagiada de um arquiteto sueco.
Seu dia-a-dia era caminhar em círculo, passando pelos mesmos centímetros de grama, criando um vácuo contido de sentimento e cor.
Rodou, rodou e rodou. No segundo dia já sentia espamo na lingua resultante de um ruminante paladar descontrolado. O que sobra? Vômito delirante.
No décimo sétimo dia, Cisco já andava em seu desenho com o nível do chão da casa em seus joelhos, ele apenas ressaltava sua falta de escolha e o amor incondicional sobre o plágio.
-Pegue suas próprias palavras ou as palavras ditas para serem as próprias palavras de qualquer outra pessoa morta ou viva. Você logo verá que as palavras não pertecem a ninguém.
-Um disco de candomblé e o cyberpunk café. Qual será a verdade?
Calma aí, eu posso interagir com você? É internet? Eu posso gritar com você, francisco.
-Cisco
Como queira, cisco, de minissaia e minidéia eu rasgo você e digo mais.
A evolução dialética acabou, Fausto Fawcett acabou, Pelé acabou, John Lennon acabou, o download acabou, agora a história é outra, baby.É straming, baby. Streaming Streaming Straming.
-Fuck you mister R. A loirinha bombril ou juliette, filha bastarda do carrosel holandês, tanto faz ou fez o. A rima é feia e o plágio é de todos nós.
Ok. Já no trigésimo dia, Mr. Cisco contava e recontava seus passos humilhantes sobre sua família nata.
Papo de samba, ou loirinha belzebu, o círculo é o mesmo e o fado contagiante.
- Santo plágio, santo plágio, minha mulher sua fodida, leve hoje as crianças para aula de audivisual. É audivisual, é audivisual?
Chicão já repetia tudo. Massante massante e o mesmo o mesmo.
No meio do caminho, três meses, Anísio já cantava seus maiores sucessos de Chico Buarque.
Mas esqueceu de qualquer uma que falasse de boate. Boate amazônica meu querido! Boate amazônica!
Ele transcedeu o formato de ser e não estar, e girou pela última vez nos 3 meses restantes. Eram seis meses sem bom dia e bom pastor. Seu sangue descongelou e seu cérebro se enquadrou.
Roda gigante, sua casa o cercou e Francisco reinou. Dono daquele círculo, daquela gente, ele gritou e consumiu seu vapor.
Rodou redundante e circulou. Cantou e sorriu.
Cisco relutante. Cisco reluntante. Cisco empoeirado.
Cisco evaporado! Cisco evaporado!

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