sexta-feira, setembro 14, 2012

na velocidade do som

Ideia é aquela que cega, pega e dilacera. Corpo em bloco carrega um punhado de certezas. O peso do tempo leva um tanto de suspense.  Nos corredores brancos e escuros da vida, as passadas tentam agarrar um pouco de costumes. Intensamente e calmamente uma busca por culturas - que sejam as mais duras. O passo constrói um som nos corredores. Escutam? Estamos lá, agora, vencidos. É música. Onde você está pisando? O zumbido no ouvido soam como um trompete em Dó. Reverbera. Objetos correm por caminhos, e as ideias não querem parecer ideias. Atitude do sofrimento. Explosão. Coesão. Os passos apertam, a velocidade explode. O passo se perde. Se perde. É corrida por tempo presente. Um tempo que pesa, mas que seca quando está dentro. O corpo se movimenta e o balé começa. Agradeça o peso que cada um tem. Leveza. Trompete. Bailarinas saltam. Correria. O corredor nos aperta. Não exploda, não é hora, não agora. Não seja real. Não careça de costume. Não e não. A postura não mostra nada, nada. Seu rosto não existe. O cenário partido começa a fazer sentido para os olhos. Enxerga? Eu quero vocês. Quero a alma. Quero vocês.

terça-feira, setembro 04, 2012

chequem se não há mais nada velho, vencido, cheirando forte

Dentro dos meus olhos,
Corro na velocidade
De realizar um sonho.
Testo minha saudade
Nos jogos de cartas.
Sinto o alerta gritando!
Atenção na janela!
O urubu segue me olhando e,
vencendo.
Corro. Luz. Corrimão.
Escada descendo por mim.
Acabo na Bahia.
O sol escapa da pele
E só sinto o branco,
Pranto. Santo.
Corrida na porta principal.
Parafuso é mente.
Destaque.
Dente dilacerado
Que morde, assopra e corrói.
Fique contente,
Eu não sei o que está por trás de nós.