quarta-feira, novembro 30, 2011

sujeito tempo

O tempo para você não tem tempo. Tento achar e não pensar. Tempo proíbe e não faz.  Atento, o tempo pede tempo. Pele apavora, esquenta e assombra. Passo o tempo com calor e não afogo. Tempo contente é desejo. Lanço você com força de beijo. Tempo olha para frente. Por dentro é desassossego. Entro para dentro do tempo e passo mal. Tempo astral. Sei dos caminhos e o corpo cega quando toca. Tempo espalha e não nota. Ouve o pedido e entramos em contratempo. Tempo limite e cru. Tempo Dinheiro, quanto vale seu tempo? Tempo maluco pede o tempo. Tempo tempo tempo. Corrompo o medo. O que te move?
Coração dilacerado com coração dilacerado é bomba atômica que tempo não segura. Chuta a porta, bate a cara e morde os dentes. Na era do tempo, o que afoga, explode. Tempo é ilíada oportuna e não muda. Tempo é eterno. É agora. Imediatamente ou já foi.  Pulo o tempo como se tivesse jeito. Ele salta, fica, volta, espalha e abre uma careta. Escancara e brinca com a fé. Tampo o tempo e ele foge. Ele passeia pelas estações. Foge lá e vem pra cá. Tempo não tem noção. Tempo simplesmente é, e por isso, pode ser perigoso.