segunda-feira, novembro 05, 2007

Sobra-me.

Listando Milton Nascimento - Nuvem Cigana

Aldeia morta na beira da vida
Grão de ferro batendo como dentes.
Perto do seu corpo, aprendo.
Esse dia, sempre o mesmo dia,
Que a noite não apaga,
Onde o dia transa com a noite
E nasce nosso mar.

Portão de ouro, solidão.
Que o sol do Japão volte ao mar.
Que toda sua mão volte a me tocar.
Que faça os quês precisarem menos de quês.
Agora, sem ninguém na porta,
Sem ninguém para eu conquistar
Me torno vazio em seus laços.

Agora sal
Agora sol
Agora luz
Agora só.
Sombra em mim
O que sobra de mim.