sábado, abril 10, 2010

partida de futebol

Saio correndo e pego carona até em casa.
Estranhas imagens representam uma imensidão de coisas.
Olho meu rosto no reflexo do vidro.
A chuva lá fora me recorta em centenas de espaços.
Sinto cada pingo desfazendo meu rosto em buracos.
Desço alguns quarteirões, corro e corro.
Subo andares, um por um, meio desequilibrado.
Chego ao apartamento e corro até o computador.
Ela está desligada, perco o tesão.
Toda corrida tem motivo,
E ele não existiu.
Devia estar dormindo, e melhor, descansando.
Tudo bem, o motivo me abana.
São mais de duas horas da manhã.
Amanhã tenho outro motivo:
Acordar cedo e esperar todas as cores.
Os objetos no meu quarto se calam. É hora de dormir,
E mais um livro se fecha.