sexta-feira, agosto 07, 2009

maionese, suor e cigarro


licença concedida pelo autor para mais um “isto também é um texto”.
o famoso pretérito mais-que-perfeito para começar.

eu rompera
tu romperas
ele rompera
nós rompêramos
vós rompêreis
elas romperam!
matando o morto!

meu presente!
eu rompo
tu rompes
ele rompe
nós rompemos
vós rompeis
elas rompem
é repmor, é repmor, é repmor!

Que ela rompa,
e se nós rompêssemos?
ruptura e o caminho da cultura contra-cultura ou cultura cultura.
Romper o quê? Tem medo de que?
O caminho é só agregar. É como gozar na cara. Romper é algo muito caduco e antigo.
Tudo já está aceito, quem discute com você, rapaz?
Me sinto com um torcedor do Botafogo comemorando hoje o título carioca de 1989 no Humaitá.
Sinto o que o Caetano falou em é proibido é proibir. Sempre a mesma coisa?
Caduco, o urso.
De onde a arte se alimenta? A arte tem fome? A rua já foi. Ta aqui digerida dentro da barriga.
vamos ver se tem droga aí atrás.
eu quero ver o Vlaminck cantando na rádio Mayrink Veiga.
rejeição da perspectiva?
É o Cordão do Vlaminck na Mayrink Veiga saindo em pleno sábado de carnaval na avenida Rio Branco. Virgulou?
Bota aí rapaz.
Jovens skatewear vão até a rua Antônio Alarcon para um encontro numa lanhouse.
Falarão do Vlaminck? Pode ser.
Falarão do Rosenbrick? Pode ser.
Ou do Nietzche? Podes crer.

Os dilemas envolvidos na descentralização do hardware merecem consideração. Onde termina a tecnologia luddita e começa a tecnodependência retrógrada? Este é em grande parte uma questão de descobrir sempre o indefinível meio termo. Se Ned Ludd, criador do movimento luddita queimasse mais máquinas teríamos vasto emprego ou menos skatewear na prateleira?
É como a molecada descendo a ladeira e cuspindo pra cima.
Pra que tantas interfaces, signos e temperos?
É tudo a mesma coisa na mesma coisa e sentindo a mesma coisa. Arte em ir para o que não tem solução.

3 comentários:

Alessa disse...

Oi excelente fim de semana. Muito legal seu blog.

Bjos http://lagrimas-doem.blogspot.com/

Anandha disse...

Rica, cade a maionese nesse contexo sócio-esporte-culural?

"Me sinto com um torcedor do Botafogo comemorando o título carioca de 1989 no Humaitá."

Te vejo dizendo essas palavras...

vic disse...

ric, eu nao sou muito boa com comentários, mas eu leio aqui e bom, depois desse último nada mais que texto, eu sinto ainda mais que tenho um grande problema.
:)