sexta-feira, maio 29, 2009

ingenuidade

sinto a fragilidade de ser exagerado,
eu peso, peso e pesa.
retiro e não retribuo.
puxo gal, estouro em cazuza
e me sinto marina.
sê sou, é fragil.
roçar, só se for a língua.
nada de terra e nada de semente.
olhar que aperta quando me vê.
o som da burguesinha explode no rádio do vizinho.
eu tinha voz, era grossa e maçante.
passaria tudo outra vez.
em Norma e Morais
senti a minha ingenuidade aflorar,
a cair e a sorrir.
eu não reclamo do que ela fez,
fiz papel de um garotinho
que busca um amor com mais que mordidas
ser comida, ser todo amor que houver nessa vida.
e eu tô perdido,
em frente a sua casa,
pedindo tua mão,
mão de menina e gosto de carioca.
para roçar em meu peito tão fortes apelos.
sinto migalhas de você por toda parte,
como vaso que pode explodir,
e um dia poder voltar a vir.
estou aqui.

4 comentários:

Anônimo disse...

Se o amor que me oferece é tecido de palavras, eu lhe estendo os meus braços, mostro em gesto o que é amor.

Poeta mexicana

Deh disse...

Quantos significados jogado na pressa sentida das palavras ....
Seu sol em escorpião não menti, sentimento que transborda...

bjos
Deh
solemescorpiao.wordpress.com

Erica Vittorazzi disse...

Eu já havia escrito antes, mas o R. não gostou. Ele não gosta de poemas, poetas e citações. Ou queria algo mais pessoal? Talvez por isso eu me envolva com pessoas menos artistas, para eu poder ser a artista, a maluca, a criativa (mesmo usando as minha citações).
Confesso que a loucura também é meu samba e por outras tantas, meu bolero.
Quer algo meu? Isso é meu: Amei a poesia. Li e reli várias vezes na tentativa vã de te conhecer. Em qual linha te esconde? Qual rima te grita? Pois bem sei que 'o poeta é tão fingidor' (desculpa, não consegui escapar desta citação). Mas estou treinando os meus olhos esmeraldas. Um dia te descubro... e te revelo!

Patrícia Del Rey disse...

O exagero é uma virtude.
Bem vindo ao meu mundo,
vou descobrir o seu...

um beijo

belas palavras para um sexta-feira, mesmo eu lendo no domingo!