eu sou o que persiste
em grandes desamores na vida.
sem alegria para sorrir
sem um barco para partir,
sou semeador de sonhos, e portanto, compactuo com vossa distância.
céu, o campo e o mar,
transbordo na riqueza itinerante de ser o que não posso ser.
o soluço acabou e a noite parece não ter fim,
sou um calabouço fundo e frio.
um pedaço de destino sem amarras.
sou um peito corroído por não deter o que há de se deter dentro de mim,
o fogo e a fúria de querer transformar,
o que é há para amar.
sou o corpo cansado e detonado.
respiro pela falta de magnitude dos meus atos
respiro verdadeiramente só para te amar

1 comentários:
Amor: buraco onde os poetas desaguam sua platonice descabida em troca de algumas letras.
Lindas letras, Ricardo.
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