Não, não, eu não quero pensar,
Não é vulgar, não.
Não, eu não paro, paro de pensar,
E não, não é vulgar.
Olho, uma tela em branco,
Prestes a se curar
Curvilíneos tecidos cutâneos,
Prontos pra apalpar.
Vértice do desejo,
Um cheiro, ainda cheiro.
Subo o cangote,
Fecho os olhos e anseio.
Mão que aperta e arde,
Devaneio.
Amasso, amassos,
Enroscos, embaraços,
Nesse despudor infindo,
Esse ardor que é só você.
Vento sul que roçou seu corpo,
Pela manhã me acorda.
Fenda atrai o mar,
Recebendo jorros cor pérola.
É Mar que anseia e suga,
Essa fenda — eixo de um querer inteiro.
Um corpo duna, feito areia...
Areia.

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