segunda-feira, maio 27, 2024

a sauna

Naquele dia eu cruzei os olhos com aqueles ladrilhos,
Eles me fitavam, sempre, e me diziam,
Algo que já havia dito um dia. 

O azulejo azul calcinha,
Ensaboado como já foi um dia.
Estava opaco, leve,
Como aquela pintura na portaria

A alcunha de Termas era pouca
Para aquele antigo
Visitante, camisa tricolor,
Termas Spa Leblon.

Um sonho mau acabado, em plena Barão.
Noites de volúpias eram trocadas por
Embocaduras, deleites,
E francamente.
Ipanema foi o esplendor do “Deite”.

Deite-me na minha cama,
Deite-me na minha sauna,
Deite-me se diz que me ama,
Deite-me como se eu fosse sua fauna

Aquele azulejo azul estava partindo
Mostrava o novo caminho
Obras, desmonte,
E ali surgirá em breve
Um Novo lugar mesquinho. 

Ah, aquele ladrilho azul, azul
Como já foi um nosso sonho…
De um novo ardente dia…

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