A veia escondida por um tecido adiposo,
Ocultava um vermelho heterogêneo
Com pequenas esferas espaçadas
Que desaguavam em mar índigo.
A mão ficava branca.
A mão estava irredutivelmente branca.
A mão gelava.
A mão congelava.
O corpo não mais pesava.
O gélido estar não seria
O naufrágio de meras sensações.
O frio infiltrado por veias e artérias
Porventura era vida.
O dia acordou,
O queixo apontou para o solo
Mais um dia para o final.
Bom dia.
há 20 anos
Há 6 dias

Nenhum comentário:
Postar um comentário