sexta-feira, julho 27, 2012

gestos universais


Lembro de quando fomos ver discos
Comer alguns quitutes árabes
Andar pelas ruas de são Paulo.
Amor próprio, puro.

Lembro o quanto sonhei com você.
Por vezes, pensei:
Encontrei.

Mas você sempre me assopra pra longe.
Que pena, eu que não devia ser tema.
Temer tanta insegurança.

Golpe forte. Peito quebrado.
Explodi. Corri.
Sou o horizonte adormecido.

Deixe que meu coração errante adentre
Na Bahia, atrás, na frente, em cima, em baixo,
Entre.

A vida obrigatoriamente sente calor, frio, fome e desejo sexual.

Um comentário:

Andrei Furlan disse...

Belo! Gostei do: "Sou um horizonte decadente
Jogado por aí."