Nesse alvorecer não quero pressa,
Quero jogar meu braço no mundo
E tornar o minuto em você.
Dentro do juízo,
Dormimos bem.
É o primeiro dia do ano.
Os sentidos que nós deixamos,
Tomam conta desse pedaço
De fim de festa.
A ausência me transpõe em vontade.
O ar sobe,
E o peito escorre.
Desespero se apaga.
Sonho e lua cheia não se acabam?
Enfim, o dia renasce.
Pra que mentir?
O que distingue
Você de você?
Sol solidão.
Num canto, você canta
No outro você é tanto.
Até que hoje o dia tem cores
Ainda não vistas por mim,
Como é bom que você só exista neste dia de sol.
Deixei tudo e o nada
De alguém que queria se livrar
Do dia de sentir.
E você veio com esse gosto na boca,
Enquanto o outro você
Não entendia nada.
Você é tudo e o todo,
E isso faz os nossos desejos
Se transformarem em mundos.
Ela desmentiu,
E puniu qualquer forma de amor.
Já você contou e assumiu qualquer forma de transpor.
A roda gira,
E o canto pra lá do fim do mundo
Nos espera.
Na ponta da praia,
Encontramos uma casa para nós,
Cheia de prata e paz.
Esquina da Augusta com Dona Antonia de Queiroz
1 semana atrás

1 comentários:
Gostei da inspiração. Parabéns!
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