O vento,
liso e que constrói esse corpo,
esses lábios,
e me fazem desmontar.
Entra dentro de mim todo poder
de ser beleza, de ser vento.
Bem baixo, sinto tormentas de ciúmes,
Ventos irmãos presunçosos.
Euro e Zéfiro
Rebatem, me sacodem, e me caem.
Sinto o cheiro indo embora.
O gosto do esforço
e a areia em meu corpo.
Me sinto como no encontro de Eolo e Iansã.
Pele quase vermelha,
deusa dos ventos e tempestades,
sinto o tocar de seu corpo,
um breve sussurro,
E deitado assisto todas as cores mudarem
e meu barco se carrega
Qualquer um seria bobo
de não se apegar.
Qualquer jeito, uma forma
pele morena, doce.
Sinto o cheiro
uma força, um corpo.
É cheio e tem jeito.
Passa a vida, passa o ar,
e a concha guarda
a minha vontade de formar
Virtual Insanity
2 horas atrás


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