segunda-feira, março 09, 2009

tom branco

Encontro do abraço,
Pausa para os goles de água,
Encostado tento me segurar.
Não para trocar o alguém por você,
Mas para sorrir.

Que unha vermelha linda
Sinto essa pele macia e me perco
Totalmente em tanto cabelo.
Posicionada contra o sol
E arrumando cada fio, com detalhe,
Como um presente para todo oceano.

Porém continuo me revirando e engolindo.
É bom querer ir pra dentro.
E assim estou me virando.
Pra dentro de você,
Remexendo-me e chutando o preso.

O tom não é vazio, a pedra é perigosa.
Por toda parte me sinto cercado,
Por grandes ou pequenos casos.
E eu aqui, forçando a porta, sem bater.
Sinto que vou entrar. Não me emperro.

Chuto, bato e sangro.
Sussurro e grito, forte me forço. Sinto à vontade.
Contudo espere, a certeza do sim é agora.
E não sinto cheiro de fim.
Ah, como é bom desejar começar.

Um comentário:

T. disse...

É tão raro, que quero acreditar tudo seja pra mim, mesmo sabendo quando não o é.

Mas acima de tudo é incessável a beleza que tem. É impermitido a certos olhos.