segunda-feira, março 09, 2009

onde se esconde


O portão enfim se fechou,
Portão que já foi encontro,
E também despedida.
Agora, ela, se esconde por trás dele.
E sinto seu cheiro ainda em minhas mãos.
Não consigo sair desse carro,
Porque não foder?
Sacudir e agarrar
Se estamos nos separando eternamente, agora paro.
Mato e recorto em quantos pedaços for.
E se for que vá tarde,
Com as costas quentes e com meu cheiro.
Rasgo sua roupa, e não procuro mais aqui esse amor,
Procuro força, rasgada e morta.
Sinto muito, e como sinto.

Um comentário:

T. disse...

Gosto - muito além do que deveria admitir - de tudo o que escreve. E isso ás vezes sufoca, me sufoca e me deixa assim, eu e a lacuna.