segunda-feira, março 31, 2008

1º andar

sinto esse vento cigano.
viro a fera que me carrega
rego a dor dos meus sentidos
do meu tímido poder quase puritano
onde a anta que me carrega
onde sou forma, e me empresto.

interrogo a forma que me candeia
transo o transeunte que me rega
rindo, sinto a forma.
formo de quantas formas quiser.
quero de qualquer coisa a forma.
a malícia, a pele preta.

interesse em amor?
interesso ao amor?
sou filho do objeto dele,
da minha causa dou-me o efeito,
o receptor eu mato,
quero é poder.

meu poder,
ímpeto do meu desenvolvimento
vou no meu fim
mexo, cheiro e aliso,
a pele, o sexo, o amor, a malícia.
com elas eu vou
até o 1º andar.

Um comentário:

d. disse...

até o primeiro andar é pouco. há um edifício inteiro a ser explorado. "não existe amor. só desejo, tesão. não existe amor. só interesse"